Cargo Commander – A solitária vida de um transportador espacial

Encontrei Cargo Commander na última sale da Steam, pela bagatela de R$ 1,44. Muito barato? Realmente, muito mesmo… Como já disse aqui, é impressionante a quantidade e qualidade de jogos que se pode encontrar em épocas de promoção, pelo preço de um Snickers. Ao ver uma lista imensa de jogos por menos de dois reais, é normal suspeitarmos quanto a qualidade dos mesmos. E não tem nada de errado nisso, afinal, há muitos jogos ali que parecem ter sido desenvolvidos por adolescentes de 15 anos no ensino médio (não que eu já tenha criado um jogo assim… maaaagina XD).

O jogo se passa no espaço, onde você controla o último recruta contratado pela Cargo Corps, uma empresa que, muitos anos luz de distância da Terra, coleta carregamentos e containers perdidos no espaço e, muitas vezes, infestados por aliens, em busca de objetos de valor e outras coisas.

Jogabilidade

O jogo é rogue-like, isso significa que o desenvolvimento não é continuo e seu “progresso” (vamos chamar assim, por hora) será perdido ao morrer ou terminar um nível. O ambiente do jogo exige agilidade e confronto. Além dos diferentes tipos de aliens que você enfrenta nos cargos encontrados, ao entrar nesses carregamentos, a gravidade e a movimentação são modificadas. O confronto, somado a dificuldade na movimentação e a tudo ocorrer em um curto período de tempo (os carregamentos são trazidos até sua nave por uma espécie de ímã, que perde a força em alguns minutos), trazem uma dificuldade constante e que se intensifica ao decorrer do jogo.

Os carregamentos se acumulam uns nos outros, atraídos pelo ímã… deverá ser rápido para percorrer todos antes de serem sugados pelo espaço novamente.

Depressão, a gente se vê por aí…

O jogo não possui uma “história”… isto é, o que você sabe é que está sozinho no espaço, muito, muito distante de casa. Sua família manda emails, perguntando quando poderá voltar para casa, e lembranças. Isso e a música do jogo, uma espécie de blues, criam um ambiente de solidão. Lembra um pouco aqueles filmes de estrada, onde o protagonista tem um objetivo, mas não um rumo. Isso tudo ajuda no desenvolvimento do jogo, gerando uma conexão entre o personagem e o jogador, mas causa essa sensação meio… estranha. Em nenhum momento o recruta fala algo ou demonstra seus sentimentos mas, de alguma forma, você sente o que ele sente… entende sua solidão e que ele tem ali um dever a cumprir para, um dia, poder voltar.

Veja bem, não estou dizendo que o jogo é deprimente. Na verdade, é bem divertido. Mas essa pseudo-história do recruta é um tanto triste, o que só acrescenta ao jogo e a essa conexão com o jogador.

Vale a pena?

Sim. Não é nenhuma obra-prima, mas o jogo é divertido, desafiador, não possui bugs aparentes e a plot e a ideia geral são muito boas. É um jogo excelente e vale muito mais que seu baixo custo. Atualmente, fora de promoção, ele custa R$ 6,49. Recomendo para fãs de rogue-like e de jogos difíceis, porém casuais.