Castlevania – 2º Temporada | Crítica

Castlevania apareceu no Netflix em 2017, com apenas quatro episódios de 25 minutos de duração cada. Era uma jogada, um teste da produtora para ver qual seria a recepção geral… e deu certo. No final de Outubro deste ano, a nova e aguardada temporada chegou, com o dobro de episódios e muitas promessas.

É uma crítica meio atrasada, mas ao assistir, vi que a temporada vale ser comentada. E pouco foi falado sobre…

Novos personagens e intrigas

Diferente da primeira temporada, onde conhecíamos apenas Drácula como o grande e único vilão de toda a trama, aqui temos todo seu conselho de guerra, que foi convocado para dar sequência ao plano original: exterminar a raça humana de Valáquia. Dentre os novos personagens estão, principalmente, generais de guerra, responsáveis por diferentes coisas dentro do castelo de Drácula e para/com a guerra.

Dois desses personagens são Hector e Carmilla. Ambos generais e conselheiros do próprio conde. Existe, durante os primeiros episódios, uma divergência de ideias e opiniões em relação aos planos que Drácula tem para os humanos. (afinal, vampiros precisam de sangue :v) Estas divergências resultam em uma espécie de rebelião dentro dos domínios do conde, o que gera diálogos interessantes e mostra personagens complexos.

A família Belmont tem sua história

Do lado dos “mocinhxs”, temos o trio que se formou no final da primeira temporada. Trevor, Sypha e Alucard partem em direção às ruínas da antiga casa dos Belmont com a esperança de lá encontrem algo, do antigo acervo, que lhes mostre uma fraqueza ou algo que possam usar contra Drácula e suas forças. Os três personagens começam a estabelecer relações, compartilhando ideias e lembranças, mesmo com todas as suas diferenças.

De um lado, Alucard cresceu como um meio vampiro, cercado de magia e conhecimento, assim como demonstrações do poder de seu pai. Isso o torna um tanto frio. Como Sypha descreve em uma cena: “Ele é como um ponto frio na sala. Como um buraco que engole as emoções.”
Em paralelo, Sypha e Trevor se conectam de uma forma mais profunda. Talvez seja a solidão em que ambos se encontram ou o fato de serem os únicos realmente humanos por perto. Em toda essa temporada, personagens mais interessantes são apresentados e nesse arco não é diferente. Os dois se compartilham medos e outros sentimentos, assim como a características fundamental de ‘ser um humano’.

Poster oficial da segunda temporada

Algo que quero destacar e elogiar é a sanguinolência da série. Vindo de uma série onde a temática central são os vampiros que assombram a terra, isso não deveria ser uma novidade. Mas a representação gráfica disso ficou excelente. A dose certa de violência e sangue que uma série com o nome Castlevania exigia.

A série só evoluiu. Essa segunda parte já estava planejada e isso é evidente na qualidade do roteiro e direção. Se você não assistiu a primeira temporada, recomendo novamente essa série incrível… e, se já era fã da série de jogos, TÁ ESPERANDO O QUE?!